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Epitáfio


Morrer! Se este é o fim de tudo, já é um mau começo: deitado, sem voz e ainda por cima com terra nos olhos...

quinta-feira, 12 de abril de 2012


Receita de Pai Zezim da Hora Véi, pra sexta dia 13.

Zinfí, minhã é sexta feira. Prus bsurdo dos azá, é dia 13. Pra discompensá  o revertéri,  cumeça o cicro da lua minguante. Lua minguante é bão pra se livrá das coisa ruim, e bão pra resorver pendência. Entonce, pensa naquele voto, ano retrasado. Tem qui resorver esse pobrema. Mas o bicho é tinhoso, iguá bicho di pé – di iníci é só aquela cocerinha boa, dispois nóis fica pisano torto. Si deixá, inté aleja nóis.
Cuz credo pédepato, mangalô treis vez!  Cruz credo. Eh! Eh!
Fio, fia. É mió reforçá as defesa. Toma um bãe di discarrego, mas evita usá arruda, essas coisa num dá munto certo não. Evita tumem usar vermei, (Essa cô, tâ dando muita dô di cabeça). Si fô  professô,  faiz a simpatia: pega um livru, abre o livru, fecha o livru. Num percisa lê nada, num vai diantá mesm.
Vamu vê se resorve ansim: 
"Rezá um terço pra São Hermenegildo, márti, du dia 13 di abril, pedi ele pra combatê as injustiça. Canta ladainha pra Nossenhora dos perdidos. Acende  vela de treze dias, varre a casa com espanador  di pruma di asa di anjo. Si tivé, joga uns pingo di água benta no corpo. Si num tivé, toma bain di chuva. Mas só serve chuva du mei-dia. Óia pru céu e faz cruz cum os dedo, pelo meno treis veiz."
Ia recomendá tomá água de cachuera, mas água de cachuera agora num tá bão. Mastiga treis dente de aio, faiz figa. I segui em frenti. Se num funcioná, num percisa pagar a consulta. Si dé certo, lembra di mandá um agradim pro véi.
                                                                       Pai Zezim da Hora Véi

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