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Epitáfio


Morrer! Se este é o fim de tudo, já é um mau começo: deitado, sem voz e ainda por cima com terra nos olhos...

quarta-feira, 28 de março de 2012


SEXTING
(Caiu na net, tá dominado!)
                                                                                                     
                                                                                                          José Marcos Barreiros Alves

         Estamos na era da comunicação. Disto ninguém duvida. Ninguém duvida, também, de que a comunicação se dá a uma velocidade extraordinariamente maior do que acontecia a pouco tempo.
         Mas, também oferece seus riscos. Sempre ofereceu. Uma palavra dita em momento errado, uma palavra mal interpretada, e por aí vai. Antes, era mais fácil filtrar uma informação, ponderar para não dizer a palavra incoveniente, avaliar e reavaliar a mensagem recebida.
         Agora, onde 100% de tudo é informação, que chega instantaneamente a um maior número de indivíduos,  sem que se precise ir atrás dela. Basta ligar o computador, o celular, e as informações jorram. A segurança e a privacidade se reduzem a praticamente zero. Fazemos parte de um sistema de comunicação que nos expõe, uma situação similar à casa de vidro, aliás este também é o conceito do "big brother" - a exposição total.
         Com a velocidade de informação as modas se universalizam em tempo recorde. Uma delas, que se torna viral, e que tem inundado a rede internet, é o sexting.

Sexting é palavra formada pela contração de outras duas - sex (sexo) e texting (envio de mensagem). se traduz como a "prática por meio da qual meninos, e principalmente meninas, produzem e distribuem, através de telefones celulares e da internet, fotos de seus próprios corpos nus, ou seminus, em poses provocantes e sensuais". (alexcamillo.com.br)
         E trocam closes de suas intimidades porque,  aparentemente, tudo não passa de uma brincadeira entre eles. Semelhante àquelas fotografias que, no século passado, eram trocadas romanticamente via correio, como forma de eternizar suas lembranças.
         Acontece que, um comportamento  que muitas vezes, no máximo, chegaria a um flerte, acaba se transformando em um inferno na vida pessoal do adolescente e estende a crise para o ambiente familiar.
         As imagens íntimas gravadas em qualquer tipo de aparato eletrônico oferecem condições imediatas de divulgação nas denominadas redes sociais, o tão conhecido "caiu na net".Em menos de uma hora o estrago está feito. A imagem ganha o infinito território virtual e o acesso em todo o planeta onde haja um computador ou um celular com acesso à rede. Com a exposição virtual, as sequelas na vida real se multiplicam em forma de bullying, assédios moral e sexual, pornografia infantil e pedofilia.

         Tenho conversado com alguns jovens, sobre essa tendência de exposição erotizada da imagem. Em princípio, alguns negam timidamente; depois vão se soltando e revelam que o hábito é muito comum, mas ninguém se preocupa, "porque não dá em nada". As fotos podem ser produzidas em qualquer local privado ou mesmo público. 
          Na fase de "tribalização", é comum o jovem participar dos ritos de iniciação, um ou outro trote, fato compreensível. Afinal, faz parte do processo de identidade e afirmação do indivíduo no grupo ao qual pretende o acesso. Mas, há que ter a justa medida dos atos para não pagar  pesado preço pelo excesso de exposição, principalmente, quando carregada de forte dose de sexualidade que coloca em risco a própria integridade física ou a própria  vida. Todo cuidado é pouco!
Evite a prática do "sexting"!
(Net é um ambiente aberto, praticamente de domínio público. É um "céu" em segundos e o "inferno" a perder de vista!).

segunda-feira, 26 de março de 2012


Farpas trocadas... estão baixando o nível!

(ou fezes no ventilador, para não dizer outras coisas)

                                                                                           J. Marcos Barreiros Alves


Recebi, em e-mail, mensagem que faz referência a uma outra que, no entender do signatário, alimenta a intenção de enfraquecer o movimento de greve aprovado em assembleia geral de professores de Escolas públicas do Distrito Federal, no dia 08/03/2012. A mensagem parece corroborar o teor da outra, que seria o objeto de sua crítica.

Que ela traz em seu bojo, a intenção de quebrar a força do movimento isso é perceptível. Transparece, também, que no topo da pirâmide hierárquica, há guerrilha tão peculiar ao jogo de poder. E, se no ápice da pirâmide, as trincas estão se alargando, e estrutura já começou a ruir. Não haverá cimo se não houver a base.
Ora, desde  a antiguidade, e em todas as civilizações, em todas as instituições pagãs ou religiosas, a manipulação de informações pretendeu atingir pontos fracos do que se quer como massa de manobra, digo correligionários. E, não seria diferente em uma instituição pública de uma república tropical, nos tempos atuais.
É típico do ser humano,  a vaidade. A exacerbação da vaidade é que transforma o ser humano em demônio, que me desculpem os demônios pela ofensa.

Há professores, sim, que preferiram aderir em full time ao movimento grevista. Há outros que aderiram parcialmente, como estratégia para prestar sua colaboração para o movimento e, ao mesmo tempo, não arrastarem a família para uma crise financeira que comprometa  a questão da alimentação e os compromissos assumidos em decorrência de pagamento de estudo de filhos e empréstimos a serem liquidados. Me provem estar errado.

 A todos os que estão alimentando agora sua vaidade em guerrinhas de nível superior, fazendo valer o dito popular  de que "na briga entre o mar e o rochedo, quem se lasca é o marisco" , o desafio é: senhores professores detentores de cargos comissionados em gestão escolar, entreguem coletivamente seus cargos ao governo, provem que as finanças, problemas e interesses pessoais  não pesam nem um pouco nas suas decisões. 
Provem que, antes de gestores, as senhoras e os senhores, são professores. PROVEM, AGORA QUE NÃO SÃO "FRACOS", como nós, "colegas".  Mostrem  o exemplo - partam para a luta do movimento em defesa também dos direitos da categoria, que são também os seus direitos. Provem, sim, que os interesses coletivos estão acima dos interesses pessoais e da vaidade; e que não há peleguismo um degrau acima. Provem que a intenção mencionada no início do texto não tem fundamento. Ou, provem o contrário. Quando assim o fizerem, demonstrando que a unidade da categoria pode ser conseguida, então, voltaremos a articulação.

É muito fácil chamar um não grevista de fraco e de pelego, quando se está garantido pela remuneração do cargo e ainda com o salário  incólume. Afinal, se está trabalhando, mesmo que a escola não tenha alunos, não é mesmo?!
Neste momento, estou na escola, não para cumprir o horário dormindo. Estou para trabalhar na atividade para o qual sou concursado, dar aulas. Nada além disso. Não é obrigação minha colocar alunos dentro de sala de aula.
E se, nem o governo,  nem a gestão local consegue convencer a comunidade de que é seguro para o aluno estar na escola, a culpa não é minha e, não sou eu que estou mentindo.Vamos deixar o circo para os profissionais que conseguem fazer cumprir os propósitos do teatro de lona, a coisa aqui é mais dramática. Coloquem o aluno em sala de aula e tratem da segurança para que as aulas aconteçam.
Todos os senhores diretores, vice-diretores e os outros professores ocupando um cargo comissionado nas escolas e nas Coordenações Regionais de Ensino deixem os discursos vazios de lado e "devolvam a César o que é de César". Desçam a escada e venham consolidar uma base forte. Se não for assim, estará provado que todo o discurso é falácia.
De um lado, ou de outro, serei acusado de ser massa de manobra: ou pelo governo; ou, pela liderança do movimento; ou, agora também pelos diretores de escolas que alimentam sua artilharia para provocarem-se mutuamente.

Estar em cima do muro é pior porque, nesta posição, serve-se aos interesses dos dois  lados. Não quero ser tratado como saco de pancadas ou "sparring", de quem quer seja. Não tenho vocação também para ser o marisco desse enredo. Minhas contas não serão pagas, com blá, blá, blá. Não pretendo assumir mais dívidas que as que me pesam na minha planilha. Não pretendo vender minha alma para quitá-las. Também, não pretendo o suicídio para fugir dos compromissos. Nem  me transformar em traficante para fazer caixa. 

Minha opinião é que divergências entre colegas, de mesmo nível de  posto, deveriam ser tratadas em mesa redonda, como um problema interno do superior grau hierárquico e,  não envolvendo círculos externos. A mim, não interessa a postura pessoal de um ou outro diretor de unidade de ensino, de seus vínculos políticos, ou de suas opções de quaisquer natureza. 

Nota: Em resposta, a um texto recebido em correio eletrônico. Texto que, no meu entender deveria ficar restrito ao grupo que pretende ficar trocando figurinhas ou torpedos. Trocar figurinhas é um ato até saudável. Mas, criar constrangimentos com textos que publicam juízos de valor, e não apenas opiniões, extrapola todas as fronteiras da civilidade e é isto que eu não posso aceitar.



sábado, 24 de março de 2012


Perspectiva deformada
                                                                                                            Por J. Marcos Barreiros Alves

É lamentável vivenciar um golpe baixo do Sr. Governador do DF.
No final do ano passado a categoria de magistério do DF poderia ter entrado em greve. Havia uma negociação com o governo. A categoria achou por bem iniciar uma contagem regressiva para não prejudicar o fechamento do ano letivo de 2011. Com a contagem regressiva, evidencia-se uma negociação em aberto, aguardando um posicionamento do GDF no início de 2012. A proposta anterior não foi aceita, e não o será, pelo simples motivo de que o oferecido está bem distante das promessas feitas em campanha.
No final de fevereiro de 2012, uma semana antes da assembléia marcada desde o ano passado, o Excelentíssimo baixa um decreto proibindo reajuste e outras coisas para não "comprometer o orçamento do DF". Com isso descumpre o prometido, trai um compromisso, desrespeita o magistério e esquece que trinta mil formadores de opinião podem interferir nos resultados das urnas. Afinal, temos também familiares, amigos e conhecidos. O DF vai ser sede de jogos da Copa do Mundo. A imagem do governador vai ficar linda, com as manifestações que podem ocorrer em 2014, em tempo real, para o mundo saber a que custo social Brasília se transforma em palco para um espetáculo risível: esbanjar riqueza de primeiro mundo, escondendo a pobreza de terceiro mundo que ainda vivemos aqui.
Do alto de seu poder declara que a greve prejudica a população. Mas esqueceu de dizer que a greve é o último recurso, é a única alternativa quando o diálogo se transforma em monólogo de uma categoria sofrida.
Os alunos já desenvolvem um senso de observação, uma visão crítica com a necessária profundidade apropriada à idade, e compreendem, a seu modo, a extensão dos discursos e dos fatos. Estamos na era da comunicação; as crianças e jovens são bombardeados por informações de todos os tipos de mídia. Com certeza, já adquirem parâmetros para a vida futura, para a defesa de seus interesses e dos seus direitos e, para lutar contra as injustiças no campo social e profissional. Um número crescente de alunos, que hoje estão próximos a conquistar direito ao voto, em seu processo de formação para a cidadania, começam a testemunhar a manipulação que distorce os fatos. Na sala de aula se discute o que se publica em jornais e revistas. Esta é a lição que fica para todos nós, envolvidos que estamos nesse processo.
Então, é necessário o ato sublime de ponderação. Para que ela surta efeito o diálogo precisa ser retomado. A verticalidade descendente é uma característica negativa; é a própria imposição de quem ainda pode dispor de recursos para comprar espaço no horário nobre da televisão para convencer a comunidade que o professor é o algoz desse malfadado enredo. O resultado é uma deformação da perspectiva que longe do concreto, se distancia também do abstrato; e, se afina muito mais com o surreal, que a pretexto de novidade valoriza a deformação da realidade. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Perspectivas visuais

      Crédito da imagem: José Marcos Barreiros Alves/Arquivo particular

Combinações estranhas: 
pontos, linhas curvas, sinuosas, cilindros, círculos
 perpendicularidades, paralelismos.
verticalidades, horizontalidades, obliquidades...
Neste contexto, o concreto se reveste de uma aura abstrata. 

segunda-feira, 19 de março de 2012





Três cravos, cinco chagas, a coroa e o sangue. 
Flor da paixão.
Assim se vê, assim se faz a cultura popular.

domingo, 4 de março de 2012


Valcke, o Império da Fifa e a República de Merda

Creio que chega tarde a reação do Brasil na pessoa do Ministro do Esporte, Aldo Rebelo. É agressivo a forma de ingerência com que a FIFA quer subordinar o Brasil, afrontando a nossa soberania como nação.
Valcke parece confundir as coisas. Se arroga o direito de tecer comentários. Eu, pessoalmente afirmo: a depender de mim, a Copa-14 não aconteceria no Brasil. Temos problemas sérios para tratar em todos os setores da economia e segmentos da sociedade. Também afirmo que o Brasil alimenta ambições megalomaníacas com relação à promoção do evento esportivo de tal envergadura.
O  Brasil deveria sim, investir para resolver os problemas sociais que temos. Gastar milhões de reais para promover tal evento, em detrimento da qualidade na Saúde, na Educação e na Segurança é, no mínimo, uma pretensão absurda.  Não nos enganemos: não haverá lucros sociais para o Brasil, advindos da efeméride. Os tubarões na iniciativa privada são os que verdadeiramente vão lucrar com o mês esportivo.
Bem, voltemos ao tema. 30 dias de Brasil em marcha lenta. A ilusão de um “hexa” que não virá. Primeiro porque não interessa à Fifa que o Brasil seja campeão de nada. Depois, porque o próprio jogador brasileiro sofre a tentação mercenária que desmonta qualquer estrutura. Há um jogo de interesses de marcas poderosas que movimentam peças desse tabuleiro. A atitude do interlocutor resume a verdadeira intenção da Instituição da qual ele é porta-voz.
Sr. Aldo Rebelo, espero que o Senhor não seja substituído. Sim, porque de repente, muito de repente o Império pode oferecer à Senhora Presidente do Brasil uma das duas alternativas: ou, a sua demissão, Senhor Ministro; ou, a soberania brasileira ultrajada com um “chute na bunda” (sem querer ofender) da Senhora Presidente, representante legítima de um povo amistoso, mas que não pode engolir afrontas de um império que, pelas declarações de seu embaixador, dá a entender que somos uma república de merda.
Não somos capacho de patrocinadores de instituições  imperialistas!
Qual a verdadeira intenção da FIFA com esse discurso depreciativo. Será que o interlocutor tem conhecimento de que a Europa, por exemplo, está em crise, com países às portas de falência?
Sr. Ministro Aldo Rebelo, parabéns pela postura de defesa do Brasil. Que Valcke saiba que não somos moleques, que o país é sério. E, mesmo que eu não concorde com o evento no Brasil, observo que não podemos ser tratados como irresponsáveis. Ele virá em Abril. Desde já o considero persona non grata.
Brasileiros fiquemos atentos para defender nossas bundas, ou teremos  de andar de quatro, com sela e cabresto!