terça-feira, 30 de abril de 2013
I - Variações
J. Marcos Barreiros Alves 30/04/2013
Soa a ridículo!
Mas, é preciso reafirmar:
Faço meu caminho passo a passo,
paro, olho, penso, prossigo ou volto.
Não chego com idade do tempo.
A minha idade é outra.
Não adianta estar a mil anos-luz daqui.
Lá, não estarei fisicamente.
SOU agora, onde ESTOU agora.
Não me falem em deuses! Em nenhum deus!
Deuses são intangíveis, tão abstratos.
Arquétipos! Modelos.
E, eu quem sou?
A única coisa concreta agora sou eu!
A Terra é também abstrata.
É volúvel, uma hora é plana, outra hora é curva.
Em um momento côncava; em outro, convexa.
Agora é plano, piso!
Na curva da vida - já bem próxima -
meu leito e cobertor!
Já não sei mais de minha identidade.
Resta em mim a relatividade dos fatos.
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