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Epitáfio


Morrer! Se este é o fim de tudo, já é um mau começo: deitado, sem voz e ainda por cima com terra nos olhos...

quarta-feira, 2 de maio de 2012


QUER LER? NA INTERNET TEM LITERATURA FINA!

A internet tem sido um terreno minado de baboseiras –  um espaço, que a pretexto de viabilizar convivências sociais, reforça o individualismo e a solidão. “Compartilhar” é a palavra da moda nas relações virtuais.
 Realmente compartilhamos?  “Control C”, “Control V”, “Control P”... assim é a metodologia do compartilhamento nas reces sociais.  Compartilhar é, segundo Cegalla (2008)[1],
“1 dividir; repartir: compartilhar esperanças. 2 partilhar; dividir. 3 tomar parte...”
Subentende-se, no compartilhamento, uma certa cumplicidade na comunicação. Em alguns espaços das redes sociais o que se vê é  babel. Traduzindo, todos falam ao mesmo tempo, saturam o interlocutor com avalanches de publicações, muitas vezes sem nexo. Mais parece um torneio, uma competição visando quantidade,  de forma análoga ao monopólio em uma conversa real (dominar o espaço e o outro). Resultado: uma coleção de monólogos inarticulados, exposição de dramas pessoais, e comunicação monossilábica, iconografia redutiva e onomatopéias de entrerisos, risos e gargalhadas sonoramente visuais.
Além de tudo, uma perigosa exposição pessoal, perigosa a meu ver. Exposição pessoal, exposição do círculo familiar, exposição de pontos fracos. Comparo o participante de redes sociais a um indivíduo nu, absolutamente nu, e expondo suas marcas pessoais. Assim me senti.
Mea culpa! Confesso que, em algum momento, senti a tentação de participar de uma rede social; experimentei, como quem experimenta um doce, uma roupa ou uma droga. Cheguei a publicar imagens e textos de autoria própria. Cheguei a “compartilhar”, dividindo o que não era meu; senti o remorso que deveria ser a constante do ladrão: roubei e compartilhei o que, em alguns casos, ninguém viu, ninguém leu. Uma repetição de repetição criando ecos intermináveis.
Mas...
 A internet, ainda permite encontrar pérolas, jóias preciosas. Nesse garimpo, que exige paciência, encontram-se sitios, com qualidade e prazer de quem produz conscientemente. Um desses espaços é um “blog” criado recentemente e com o objetivo precípuo da produção literária, sem dispensar as imagens  ilustrativas  dos textos.
Com prosas, crônicas, cartas, poemas para atender o gosto de um leitor exigente, a autora vai contruindo sua linha do tempo, revelando os meandros da construção de sua identidade pessoal e da personalidade como escritora.
Usa as metáforas de forma suave. O jogo de palavras acontece naturalmente estimulando o leitor a construir também a sua rota no mapa que se desenha a cada produção. A leitura é gostosa, tem início, meio e fim – e entrelinhas.
São textos, que encantam porque promovem uma sensibilização de sentimentos. Com certeza o leitor vai se perceber, em um momento, com um sorriso de satisfação; em outro instante,  o pulsar acelerado do coração, como se estivesse vendo ali um pouco de si. Vai sim, e disfarçadamente, erguer a mão e encurtar o caminho de uma lágrima que vai insistir em revelar-se.
As palavras terão, assim, cumprido a missão para  qual foram articuladas: comunicar, mesmo que o interlocutor não precise dizer nada. A mensagem, terá chegado ao seu destino. A prova disso será o sorriso, o pulsar, a lágrima.
E, é compartilhando, na acepção mais pura da palavra, que Roselene Oliveira (Rose Sol e Lua), publica seus escritos no blog  “escrevomeufuturo.blogspot.com”. Recomendado para todas as idades sem contraindicações. Sem efeitos colaterais e com a vantagem de ser gratuito.  É boa literatura, para solitários, enturmados, família. Duvido que você não goste. 
Confira!     escrevomeufuturo.blogspot.com


[1] CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário escolar da língua portuguesa. – 2.ed. – São Paulo : Companhia Editora Nacional, 2008.

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