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I - Variações
J. Marcos Barreiros Alves 30/04/2013
Soa a ridículo!
Mas, é preciso reafirmar:
Faço meu caminho passo a passo,
paro, olho, penso, prossigo ou volto.
Não chego com idade do tempo.
A minha idade é outra.
Não adianta estar a mil anos-luz daqui.
Lá, não estarei fisicamente.
SOU agora, onde ESTOU agora.
Não me falem em deuses! Em nenhum deus!
Deuses são intangíveis, tão abstratos.
Arquétipos! Modelos.
E, eu quem sou?
A única coisa concreta agora sou eu!
A Terra é também abstrata.
É volúvel, uma hora é plana, outra hora é curva.
Em um momento côncava; em outro, convexa.
Agora é plano, piso!
Na curva da vida - já bem próxima -
meu leito e cobertor!
Já não sei mais de minha identidade.
Resta em mim a relatividade dos fatos.
domingo, 24 de março de 2013
Brasil >>>> Idenificação cultural: B R E G A!
Embora a elite não participe (ou, finja não querer participar) da discussão destas questões. A elite julga-se bastante superior a ralé, tenho uma leitura: não existe nada mais brega, no Brasil, que querer parecer ser cult e ponto final! Ponto final uma ova...! Pronto. Esta é a primeira grande marca do brega... querer render assunto. Depois do ponto final, qualquer assunto rende um livro. O ponto final nunca é o ponto final.
Nas minhas observações, de brega é claro, um brega tímido. Não danço, não apareço em público... Aparecer em fotos... puta merda! Sempre recomendo apagar, ou perder a chapa, pois a minha imagem em rede social, significa a polícia saber onde estou. Não existe nada mais brega que polícia no pé do trabalhador. Isto é piada, claro! Mas polícia ainda chega batendo. Autoridade na base da porrada!
Falando sério, agora. Tenho atração, por programas de televisão, isto é característica brega. Programas de televisão, quando bem arquitetados rendem lágrimas, afloram emoções; as pessoas que estão na sala, ficam olhando desconfiados, de rabo de olho, para tentar esconder lágrimas skatistas que teimam e fazer circuito de descida, pelas sinuosidades da face. E, todos na sala agem assim, mas não querem que os compartilhantes de espaço, saibam de suas emoções.
Destaco o programa Esquenta, apresentado pela Mestra em Comunicação, Regina Casé. Considero Regina a essência de continuidade do que foi o Mestre Chacrinha. Regina Casé reúne o que existe de cultura do povo brasileiro, o verdadeiro popular, mesmo que travestido de cult.
Regina se veste como qualquer brasileiro original, usa o colorido considerado exótico por alguns críticos. Regina não dança, eu também... mas, ela se esforça genuinamente. Ela se esforça e eu nem tento! Ela não precisa dançar. Traz porteiros de prédios e de condomínios para convivência em um momento de fama com Caetano Veloso e Preta Gil. Aliás, duas personalidades exuberantes. Caetano enquanto suprassumo da Tropicália e Preta Gil pela naturalidade com que aceita o biotipo, que 90 % (?) das mulheres brasileiras querem eliminar do conceito de estética do caldeirão das etnias que construíram o arquétipo brasileiro. Preta Gil convive bem com suas curvas e gostosura em braile (celulite), segundo ela mesma.
Regina Casé traz para o seu programa, o estilo farofeiro das praias, o churrasquinho e bronzeado de laje;
o hip hop e o funk; o samba e o pagode, kuduro...
Qualquer coisa que eu registre aqui, de agora para adiante, vai parecer comentário pago. Não é! Apenas me dou ao luxo de gostar ou não gostar, e como este sentimento estabelece conceitos e visão subjetivos, não chega a ser, e não pretende ser, uma crítica catequista para influenciar e demover qualquer brasileiro cult, que não se reconheça como brega, de sua ideologia, de suas ideias, do seu pensar.
Eu gosto muito de mim, gosto do jeito descuidado, como me visto. Não me reconheço em nenhum estilo. Sou um professor, ainda não me reconheço como um educador, este sim, que pretendo, ou pressuponho ter sido na criação de meus filhos. Não sou apologista de um ou outro canal de comunicação. Tenho acesso a todos os meios, que me permito escolher - do rádio ao facebook, do jornal diário ao livro, da conversa de esquina, que ao ver de muitos, Brasilia não possui, ao chat. Gosto de folhear livros e revistas, ainda tenho resgistros de poemas datilografados em um tempo em que o audiobook começa a superar a difusão literária via impressão gráfica. Faço as minhas escolhas, para ter liberdade crítica, inclusive no campo da religião ou abstinência delas. não abro mão da Fé no Mestre do Universo, do qual sou inalienável simpatizante (ainda longe de ser praticante da totalidade de seus princípios).
Sei também que uma produção no nível do Esquenta, não é uma produção aleatória, um acaso, um achado ali e apresentado aqui. É uma elaboração profissional, com uma equipe competente, para uma apresentação que pretende passar ao público o olhar de sua apresentadora. E o olhar, reflete, na busca da leitura, aquilo que trazemos de experiências de nossas vidas, de nossos módulos vividos até aqui.
Se assim não for, Regina Casé consegue enganar muito bem. E, se bem assim, consegue enganar, a ponto de emocionar um espírito duro como o meu. Devo permanecer, por catequese, seu admirador. Se for autêntica, a sua alegria, não há motivo para deixar se admirar.
Nisto se resume a poesia do que somos: cúmplices no que nos satifaz, independente de estilos rotuladores que possam nos separar. O banquete cultural é um momento de degustação de muitos sabores.
Obrigado, Regina Casé!
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