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Epitáfio


Morrer! Se este é o fim de tudo, já é um mau começo: deitado, sem voz e ainda por cima com terra nos olhos...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Baixo impacto?


Baixo impacto?

O mundo urbano precisa crescer e ocupar espaços, como acontece desde que o homem buscou suas primeiras formações sociais. O assentamento humano em espaços físicos criou a substituição de elementos da natureza pela produção que atende a necessidade de conforto do indivíduo. O espaço ocupado pelo urbano subtraiu território das reservas naturais do planeta. Imagens cruéis mostram a depredação da Amazônia, a desertificação do Nordeste, a susbstituição do cerrado pelas culturas comerciais. Na escola, o aluno aprende, ou pelo menos discute, que 'o Meio Ambiente só vale se for inteiro'. E, é justamente ao lado de uma escola que inicia hoje, 10/02/2010, suas atividades pedágogicas que o aluno terá oportunidade de iniciar seus questionamentos sobre o que não se deve fazer para agredir o Ambiente. A foto mostra uma parte do lixo depositado, por membros da comunidade do Condomínio Mestre d'Armas, em Planaltina-DF. Alguns dirão, como ouví de um cidadão:"Este volume de lixo não provoca impacto suficiente para gerar barulho em termos ambientais". Traduzindo: pode-se considerar o ato como de baixo impacto. Mas, lembremos que o câncer também se instala no organismo humano de forma silenciosa; por analogia, em baixo impacto. Depois de algum tempo, não resta outra alternativa a não ser acreditar que um milagre aconteça. De que adianta Agenda Verde, Agenda Azul, se este ato multiplicado por milhões, revela a preocupação que temos com o assunto, ou seja, nenhuma. Os culpados são sempre os outros. Então, os outros que resolvam o problema. Próximo, bem próximo do local registrado na foto, fica a entrada da Reserva Zoobotânica e a das Águas Emendadas. E, também, uma das entradas de uma escola pública do Distrito Federal.
Precisamos dizer mais?

J.Marcos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

E os ventos...

O local é simples. Lindo exatamente por ser simples.
Alguns degraus de madeira, conduzem ao pé da cruz.
Dali de cima, contempla-se o horizonte e entre ele e a cruz
um mar de isocrômica beleza e um caminhante encantado.
Um convite à contemplação.
Ou, a simples curiosidade de saber o que vê o Cristo ali solitário.
A imagem do Cristo crucificado testemunha a chegada
constante de "notícias" de além-mar, nas ondas que quebram na areia;
ao mesmo tempo, os ventos que passam, como em caravanas,
levam sensações do que viram aqui.
(O Cristo crucificado está em Monte da Santa Cruz, em uma das praias
da região de Fortaleza, Ceará, Brasil.)

Fortaleza, foi numa passagem rápida neste mês de Janeiro de 2010.
Depois voltarei lá com mais tempo para apreciar melhor.